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Durante muito tempo, o Grupo
Monteiro Aranha foi uma empresa de capital fechado, cujas ações
eram detidas integralmente por membros da Família Monteiro
de Carvalho. Em 1982, após venda efetuada por um familiar de
sua posição de 20% seguida de recompra pela família
de metade daquelas ações, o grupo Bradesco, um sucessor
da Atlântica Seguros, tornou-se acionista de Monteiro Aranha,
posição que mantém até hoje.
Já em 1980, o Grupo Monteiro Aranha tinha recorrido ao mercado
de capitais brasileiro através de uma emissão de debêntures.
Essa operação, muito bem estruturada com o apoio do
Banco Multiplic, foi um grande êxito. Tratou-se de uma emissão
de verdadeiras debêntures com o prazo de cinco anos e remuneradas
com um juro fixo de 10%.
Em seguida a uma pequena subscrição de ações
pelo pessoal da empresa, realizou-se uma verdadeira abertura de capital
no ano de 1989. Em julho daquele ano, foi efetuada uma venda pública
de ações pelos acionistas controladores de cerca de
10% do capital social. Esta operação foi muito bem acolhida
pelo mercado de capitais e foi um êxito completo.
Poucos anos depois, o Dresdner Bank tornou-se acionista da Monteiro
Aranha S.A. (Masa), através de uma bem planejada operação
de conversão de créditos externos em ações
da Oxiteno e da Copesul, nos respectivos leilões de privatização,
as quais ações foram depois integralizadas em aumento
de capital da Monteiro Aranha.
Em 1997, foi a vez do Grupo Espírito Santo (GES)
se tornar acionista da Monteiro Aranha por intermédio de compra
de ações e de subscrição de aumento de
capital. O GES já era parceiro da empresa há muitos
anos no Banco Inter-Atlântico (BIA) e tinha, entretanto, numa
evolução muito bem sucedida, recuperado sua dimensão
e influência em Portugal e internacionalmente.
Entretanto, no final de 1992, procedeu-se a uma importante reestruturação
do Grupo Monteiro Aranha, resultando em uma operação
de cisão que criou duas empresas, Monteiro Aranha S.A. e Monteiro
Aranha Participações.
Monteiro Aranha S.A., empresa de capital aberto, na qual preferiram
participar os acionistas não pertencentes à família,
conservou como seus ativos as participações em empresas
de maior dimensão ou elas próprias também já
cotadas em bolsas de valores, isto é, as ações
de Klabin, de Oxiteno, da Ericsson do Brasil e da Matec e da Cisper.
Mais tarde, a Monteiro Aranha S.A. adquiriu também a participação
na IASA, holding controladora do Banco Boavista.
Para Monteiro Aranha Participações, sociedade anônima
de capital fechado, detida quase integralmente pelos acionistas familiares,
foram transferidos todos os outros ativos do grupo: as participações
acionárias de menor dimensão, fazendas e imóveis.
Finalmente, em novembro de 2005, o Dresdner Bank por meio de transação privada
alienou sua participação à Euroamerican Finance Corporation, uma empresa do
Grupo Espírito Santo.
O capital social de Monteiro Aranha S.A. distribui-se hoje da seguinte
forma:
Família Monteiro de Carvalho - 56%
Grupo Espírito Santo - 22%
Grupo Bradesco - 13%
Público - 7%
Em Tesouraria - 2%
Seus ativos são constituídos pelas participações acionárias em Klabin,
Ultrapar e Cisper, pelo projeto Timbutuva, por imóveis e por disponibilidades
financeiras.
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